quarta-feira, 18 de março de 2015

Pessoas são estranhas e eu pior ainda

E quando a gente cansa das pessoas naquele momento que você entende que ninguém na vida é capaz de não te tratar mal ou não falar palavras que te magoem algum dia?
Quando a gente finalmente reconhece: amigo mesmo é Deus, é família...
A gente se afasta não é verdade? Não, pra mim essa não é a verdade...

Pessoas são estranhas e eu pior ainda!

É hoje!

Sabe aquele dia da preguiça? É hoje!
Aquele dia que a gripe te pega de jeito e da um tapa na tua cara pra provar que ela é mais forte que a tua vontade de levantar da cama... 
É hoje!
Aquele dia que você ta escrevendo ou desenhando ao invés de prestar atenção na aula? 
Hoje também!
A calça ta apertada, vocês ta "naqueles dias", e a imaginação ta no espaço, menos aqui onde o seu corpo está... Hoje é esse dia! 

terça-feira, 3 de março de 2015

Reflexão acerca da aparência de ser.

No fundo, no fundo, a aparência da verdade que entendemos do que é ser o outro, é sempre uma comprovação da realidade de nosso interior. Por isso, julgamos as pessoas e as pessoas no julgam. Sejam maus ou bons comentários, julgamos conforme o que nós olhamos no espelho, são fatos, e não podem ser negados.

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Crônica Dela

E la estava ela! Bem arrumada, perfumada... adornada na medida para que ainda assim, não fosse alvo de olhares indevidos. Sempre esforçada para cumprir suas responsabilidades com uma pitada certa de elegância, ela fazia tudo o que lhe vinha a mão com rapidez e eficácia. Naquela época ela não tinha carro, morava com os pais mas dava o seu melhor para não parecer mais o bebê da mamãe, sua mãe não concordava que a idade de sua filha e seu estado psicológico mental seriam diretamente proporcionais. Imagine só a irritação!

Certo dia, em um dia de sol, sol quente, tão quente que derretia-lhe a vontade de sair de casa para ir trabalhar, rompendo toda preguiça que amarrava-lhe os pés, ela foi! Sua maquiagem mesmo com todo o rosto molhado do suor que causava a grande caminhada de casa até a parada de ônibus, mantinha-se ali enquanto ela com leves batidas de mão, tentava tirar o suor. Sabe quando você veste aquela roupa, aquele sapato, e está com aquela maquiagem? Isso mesmo!  Quando você se sente a própria Angelina Jolie e concorda que todas as portas devem abrir automaticamente a sua frente?! Quando você entende que mesmo que haja uma poça de água em seu caminho, alguém terá que te carregar e ajudar a passar por simplesmente ser você?! Ela estava se sentindo assim! Poderosa! Rainha! Tentou evitar com a discrição de suas roupas, mas todos os olhares estavam sobre ela, imaginem só, as mulheres e os homens ao redor, em seus pensamentos querendo entender de onde vinha tanta beleza simetricamente proporcional...

Veio a tona a realidade quando ela fez parada ao ônibus que pegaria. O safado do motorista parou a dez quilômetros de distância da parada. Mas não tem problema, ela e sua elegância desfilaram em direção a porta que se abriria... Ouviu-se o acelerar do motor, chegando perto a porta que se abriria, o motorista (que até hoje ela morre de raiva ao lembrar) foi embora levando seu ônibus e todo o glamour que com ela estava. Voltando os olhos para a parada, viu olhares  assustados, alguns nem tinham visto, outros indiferentes, e uns dois sorrindo do que lhe acontecera. Tudo tinha voltado a ser o que era antes.

Entendeu que seu glamour vem de dentro pra fora. Tudo seria mais bonito se ela se sentisse bonita, tudo seria mais alegre, se ela estivesse nessa condição. Depende dela, tão somente dela.